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Daniel Victorino
Daniel Victorino
CEO & Co-founder · Galaxies
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Resumo do Episódio · GLX CAST

Walter Longo é publicitário de carreira. Mas o que mudou a trajetória dele não foi uma campanha.

Foi o Google.

Em 1998, buscando um tratamento para a esposa, ele ouviu o nome do buscador pela primeira vez. Passou uma noite num computador. Encontrou um médico em Hong Kong. E a esposa foi curada.

“Eu assisti ao milagre da tecnologia. Na verdade, eu participei desse milagre.”

Daquele dia em diante, ele parou de tratar tecnologia e marketing como coisas separadas. São a mesma coisa.

Hard skills. Soft skills.
 
o próximo diferencial é o
CORAÇÃO.

Quatro Caborés. Hall of Fame do Marketing Brasileiro. 16 livros publicados no ano passado. Membro de conselhos como SulAmérica, Cacau Show e Board Academy.

Quando conversei com o Walter Longo no GLX CAST, a frase que ficou comigo foi esta:

“Inovar é fazer de um jeito diferente o que os outros fazem igual. Inovação é muito mais uma questão de ótica do que de fibra ótica.”

Quem entende isso para de perseguir ferramenta e começa a construir diferença real.

Walter Longo · Unimark Comunicação · GLX CAST
Daniel Victorino conversa com Walter Longo · GLX CAST
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O que rolou resumido em 3 minutos
3 momentos que valem o play
Nexialismo, esfera e cubo, IA como escada. 50 anos de marketing num episódio.
01
A marca deixou de ser esfera. Virou cubo mágico.
Branding · Personalização · Individualização · Exigência do consumidor

Antigamente, a imagem de uma marca era como uma esfera no centro da sala. Independente de onde a pessoa estivesse, via a mesma figura geométrica.

Não é mais assim.

“A marca não é mais uma esfera no meio da sala. É um cubo. Cada pessoa que está em um canto da sala vê uma face desse cubo com nuances e ênfases distintas da mesma figura geométrica.”

A tecnologia permitiu isso. E ao permitir, criou a exigência. O consumidor não deseja mais ser tratado individualmente. Ele exige.

Mas existe um risco que poucos falam: ao personalizar demais, você perde a integridade da marca. O trabalho real é manter a unicidade enquanto fala coisas diferentes para pessoas diferentes.

Era uma esfera. Virou cubo. E agora é um cubo mágico — as facetas giram o tempo inteiro.

“Pessoas não são, pessoas estão. A nossa vida é uma constante mudança e a cada mudança novos interesses surgem.”
 
02
Nexialismo — ver o que vai acontecer depois
Nexialismo · Segunda ordem · Tomada de decisão · Companhias aéreas

Há uma diferença entre o futurista e o nexialista.

O futurista previu o automóvel. O nexialista previu o congestionamento.

“O nexialista é aquela pessoa que, dotado de humildade e curiosidade, dependendo do problema vai em busca da solução — e com isenção ouve os especialistas para poder resolver o problema.”

O exemplo que ele deu foi cirúrgico.

As companhias aéreas começaram a cobrar por bagagem despachada. Parecia razoável — quem tem mais peso paga mais. O que aconteceu? Todo mundo levou para dentro do avião. O espaço não comportou. A fila no portão explodiu. E a empresa criou um remendo para um problema que ela mesma criou.

“Faltou um nexialista nessa decisão. Alguém que veria a relação entre o que eu fiz e o que as pessoas fariam a partir do que eu fiz.”

Decisão sem nexo é resultado sem controle.

 
03
IA como escada — não como muleta
IA · Fidelidade digital · Produtividade · Profissional do futuro

Walter Longo escreveu 16 livros em 2024. Não porque parou de viajar — foram 145 palestras no Brasil e 13 horas de avião por semana.

Mas porque parou de desperdiçar esse tempo.

“Tem muita gente usando IA como muleta — dando pra IA fazer o que ela fazia antes. Tem gente usando IA como escada — fazendo muito mais a partir da IA. Nós devemos usar IA como escada.”

E depois veio o conceito mais inesperado do papo: fidelidade digital.

Quanto mais você convive com a mesma ferramenta de IA, mais ela aprende como você trabalha. Você ganha produtividade acelerada. Cada troca para a “nova versão” reseta esse aprendizado.

“Hoje faço prompts de uma linha porque o MidJourney já sabe que eu gosto de luz oblíqua, que eu gosto de mais escuro embaixo. Ele já me entende. Ele já é quase eu.”

E sobre o que vem a seguir para os profissionais:

“Se no passado nossa competência era avaliada pelos músculos e hoje é pelo cérebro, daqui para frente vai ser pelo coração.”
A tendência que poucos estão discutindo
Dois conceitos que vão redefinir quem sobrevive na próxima fase.
Fidelidade digital acumula vantagem. Heart skills vão separar os profissionais do futuro.
Tendência 01
Fidelidade Digital
Trocar de ferramenta a cada nova versão custa mais do que você pensa. A IA aprende como você trabalha. Quem fica aproveita esse aprendizado acumulado — e ganha vantagem competitiva real.
“Quanto mais você convive com aquela ferramenta, mais ela te conhece, a ponto de ela virar você.”
Tendência 02
Heart Skills
Hard skills. Depois soft skills. E agora? Quando todo mundo tiver competência e IA amplificar produtividade, o diferencial vai ser generosidade, empatia e interesse genuíno em pessoas.
“Generosidade, escuta ativa, empatia — são os valores humanos que vão prevalecer no profissionalismo daqui para frente.”
Se no passado nossa competência era avaliada pelos músculos e hoje é pelo cérebro, daqui para frente vai ser pelo coração.
— Walter Longo, Publicitário & Sócio-diretor Unimark · GLX CAST
Nexus · Galaxies

O que Walter Longo disse sobre personas sintéticas no episódio:

“Vocês mesmos, com a empresa de persona sintética, são capazes de antever muito mais e, portanto, lançar uma campanha com muito mais assertividade.”

Essa é a mudança que o mercado ainda não entendeu completamente.

O consumidor não pode aparecer só no começo do projeto e no pós-mortem da campanha. Ele precisa estar disponível durante a decisão. Com o Nexus, marcas conseguem testar hipóteses, simular reações e conversar com personas sintéticas a qualquer momento do ciclo.

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Episódio completo
Quanto tempo as pessoas vão demorar para entender que o mundo mudou?
Nexialismo, esfera e cubo, IA como escada,
fidelidade digital e por que o coração vai ser
o próximo diferencial do profissional de marketing.
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A pergunta de 1 milhão
Quanto tempo as pessoas vão demorar para entender que o mundo mudou?
Walter deixou essa como alerta, não como retórica.
Antes era preciso andar para não ficar no lugar. Agora é preciso correr para não sair do lugar.
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Até o próximo episódio,
Daniel Victorino
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