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Daniel Victorino
Daniel Victorino
CEO & Co-founder · Galaxies
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Resumo do Episódio · GLX CAST

Renato Mendes tinha uns 30 anos quando o CEO de um dos maiores bancos do Brasil o chamou para uma reunião sobre digital.

A conversa era para durar uma hora. Durou três.

Na saída, o CEO, um senhor de família tradicional na casa dos 60 e poucos, apertou a mão dele e disse uma frase que Renato levou para o resto da vida.

“Na história da humanidade, a transmissão de conhecimento sempre foi do mais velho para o mais novo. Você poderia ser meu filho. E você me ensinou hoje o que é.”

Foi ali que Renato entendeu que o jogo tinha virado. E que ia continuar virando.

Jornalista. Marqueteiro. Investidor.
 
o método continua sendo
QUEBRAR A CAIXINHA.

Ex-Netshoes. Autor de Mude ou Morra, bestseller com 11 mil cópias e finalista do Prêmio Jabuti 2019. Sócio-fundador da 4 Equity, primeiro fundo de media for equity da América Latina, hoje com 21 startups e quase R$150 milhões investidos. Sócio da Tab, que colocou 46 boards em pé em pouco mais de um ano.

Quando conversei com Renato no GLX CAST, a frase que ficou comigo foi esta:

“Eu tô aguardando as próximas barreiras que eles vão colocar na minha cabeça para eu poder quebrar.”

Quem entende essa frase para de perseguir plano de cinco anos e começa a construir um método de reinvenção.

Renato Mendes · 4 Equity · Tab · GLX CAST
Daniel Victorino conversa com Renato Mendes · GLX CAST
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O que rolou resumido em 3 minutos
3 momentos que valem o play
A caixinha que ninguém te obriga a aceitar, por que marketing não senta em conselho, e o que a Netshoes ensina sobre a era da IA.
01
A caixinha que ninguém te obriga a aceitar
Carreira · Reinvenção · Curiosidade · Método

Renato começou como estudante de jornalismo no fim dos anos 90. Descobriu marketing por acaso, passou uma temporada longa na Netshoes, virou consultor, virou investidor, hoje toca uma holding com oito empresas.

De fora, parece plano executado. Mas ele fez questão de dizer que não foi.

“Se conversasse comigo lá na época da faculdade, eu não teria essa clareza. Você encontra o propósito na caminhada.”

O que aparece em cada virada dele não é visão de longo prazo. É recusa de aceitar a caixinha que os outros oferecem.

Como assim o jornalista agora quer ser marqueteiro? Como assim o marqueteiro agora quer ter fundo? Como assim quem tinha fundo pequeno agora quer ter fundo late stage? Renato ouviu essa pergunta em cada travessia.

“Eu tô aguardando as próximas barreiras que eles vão colocar na minha cabeça para eu poder quebrar.”
 
02
Por que o marqueteiro não senta em conselho
Marketing · Estratégia · Linguagem financeira · Cadeira executiva

Renato faz muita mentoria. Sempre aparece a mesma pergunta. Como você saiu do marketing e virou o cara de fundo, de board, de conselho?

A resposta é dura com a categoria.

“O marqueteiro confundiu marketing com comunicação. Restringiu o guarda-chuva. Ficou uma história de positioning, de branding, que é super importante, mas que te afasta do core do negócio.”

Na leitura dele, é por isso que quem entrega bom trabalho de marketing raramente é convidado para conselho. Não é percebido como estratégico. E não é percebido como estratégico porque não fala a linguagem de quem decide.

Quem decide no board fala CAC, LTV, ciclo de venda, alocação de canal, unit economics. Se o profissional de branding não sabe traduzir o que branding faz por CAC, não senta na cadeira.

“Marqueteiro, estude finanças, pelo amor de Deus. Você não vai sentar na cadeira do CFO. Mas precisa entender ciclo de venda, CAC, LTV.”

Tem uma segunda camada nesse argumento, e ela é sobre a escolha da empresa em que você está. Renato divide as companhias em três tipos, e a diferença de destino profissional entre elas é enorme.

“Você vai para uma Unilever, marketing tem protagonismo. Você vai para uma big tech, quem lidera a conversa é produto. Se você quer ser marqueteiro que vira CEO, na Unilever tem muito mais chance do que na Nvidia.”
 
03
A IA zerou o jogo. De novo.
Mindset digital · Playbook Netshoes · Discernimento · Zero a um

Renato viveu a primeira grande virada digital em 2007, quando a Netshoes migrou 100% para o e-commerce. Ele conta uma cena que resume o que separava a Netshoes do resto do mercado.

Depois de uma reunião de indústria, um executivo de construção civil o parou no corredor. Tinha reparado que a Netshoes fez uma série de ajustes recentes no site. Frete, jornada, precificação. E então mandou a pergunta.

“Vocês não ficaram preocupados que ia cair?”

Renato lembra de ter entrado no táxi de volta e concluído: existia um abismo de mindset entre a Netshoes e o mercado tradicional.

Na cabeça do executivo, a Netshoes tinha tido umas ideias em reunião, virado o site inteiro de uma vez e torcido para dar certo. Na prática, cada mudança rodava primeiro em 5% do tráfego, muitas vezes na região de Campinas, que era o microcosmos do Brasil da Netshoes por algum motivo que Renato até hoje não sabe explicar. Só quando os números fechavam, a mudança escalava.

“Tudo que aconteceu ali foi testado à exaustão, com método. Growth é quase uma filosofia de vida.”

Para Renato, a IA está fazendo hoje com o mercado o mesmo que o digital fez em 2007. Zerou o jogo. E cada profissional escolhe se aceita a caixinha de que marketing ficou para trás ou coloca a mão na massa e vira protagonista.

Três pontos ficaram da última viagem dele aos Estados Unidos. A capacidade de discernir vira a soft skill número um, porque IA produz muito com o mesmo input e quem sabe curar passa na frente. Zero a um está muito fácil, mas um a 100 não está, o que abre um abismo de execução entre o puxadinho de fim de semana e o produto profissional. E o funcionário virou obrigado a usar LLM, com fundos americanos impondo isso como regra em toda investida.

“A inteligência artificial coloca todo mundo na estaca zero. Você escolhe se aceita a caixinha de que o marketing ficou para trás, ou se vira protagonista.”
A tendência que poucos estão discutindo
Dois conceitos que vão separar quem lidera de quem executa na era da IA.
Discernimento amplifica quem tem bagagem. O gap do 1 a 100 separa MVP de produto profissional.
Tendência 01
Discernimento
Mesmo input, IA gera output parecido. Quem sabe julgar e separar sinal de ruído passa na frente. Discernimento é a soft skill que a IA amplifica, não substitui.
“Se nós dois dermos o mesmo input pra IA, o meu deveria ser melhor pela bagagem que tenho.”
Tendência 02
O gap do 1 a 100
Zero a um com IA virou puxadinho de fim de semana. Um a 100 exige arquitetura e profissionalização. É onde a maioria dos MVPs vai travar e onde quem atravessar bem vai descolar.
“Zero a um é fácil sozinho. Um a 100 não é. Vai chegar um ponto que precisa profissionalizar.”
Marqueteiro, estude finanças, pelo amor de Deus. Você não vai sentar na cadeira do CFO. Mas se continuar sentado só na cadeira de comunicação, nunca vai ser percebido como estratégico.
— Renato Mendes, Sócio-fundador 4 Equity & Tab · GLX CAST
Nexus · Galaxies

A provocação que Renato deixou no episódio sobre agentes de compra:

“Se vamos usar agentes para tomar decisão de compra, eles vão comprar por nós. E aí qual é o peso da marca nisso?”

Esse é o próximo abismo do marketing.

Quando o agente do consumidor entra na compra no lugar dele, a campanha veiculada deixa de ser o único teste possível. Personas sintéticas são o jeito de testar antes. Com o Nexus, marcas conversam com essas personas em profundidade, testam criativos em escala e antecipam comportamento antes do primeiro real gasto.

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Episódio completo
Marketing na era da IA: o que muda e o que continua essencial
Reinvenção como método, marketing na mesa da
estratégia e o playbook para não ser deixado para
trás na próxima travessia.
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A pergunta de 1 milhão
Qual é o maior hack de conhecimento que você adquiriu na sua vida?
Renato passou por cinco carreiras diferentes e construiu uma holding de oito empresas. A resposta dele foi direta:
se arriscar. Ninguém está prestando tanta atenção assim quando você falha.
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Até o próximo episódio,
Daniel Victorino
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